
Mas o homem preferiu as trevas, separando-se da luz, trazendo novamente a escuridão, o abismo da condenação: o pecado e a sua consciência. Fadados a uma vida sem ver além da criação, sem esperanças. E quando tudo parecia perdido, Deus fala novamente anunciando o “haja” o retorno da luz. A promessa, O Verbo, A Luz do mundo. Nasceu Jesus! É natal! Nasceu O Filho de Deus alumiando as trevas. Acendendo a esperança do miserável. Clareando a alma do aflito. Indicando com o seu brilho o caminho do céu para o perdido. A verdadeira luz de Natal. A luz da reconciliação.
Hoje, quando chega dezembro puxamos as caixas de enfeites e acordamos as luzinhas de Natal. Enfeitamos toda a cidade e ela fica lindamente colorida, em um piscar ritmado e frenético, anunciando a alegria desta data. Comemoramos, nos abraçamos, nos presenteamos, rimos e comemos… Como comemos… Até que janeiro chega e com ele a hora de recolher as lampadazinhas e seu brilho. Elas vão dormir em suas caixas de papelão e acordar somente no final do ano.
Mas quem disse que o Natal vai dormir com elas? Quem disse que Natal é somente em dezembro?
Enquanto a Luz do mundo brilhar, (e Ela nunca se apagará), será Natal! Enquanto houver a respiração divina a Sua luz brilhará e ela estará conosco todos os dias por toda a eternidade. Permitindo-nos enxergar o Criador.
“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12.46)
Glauco L. Müller (glaucomila@bol.com.br)